terça-feira, 17 de maio de 2011

Protesto contra a homofobia na UNICAP: poderia ter sido melhor aproveitado

O Diretório Acadêmico na UNICAP conseguiu realizar um evento ímpar: protestar contra a homofobia, e só por isso mereceu nossa atenção.

Formalmente o evento foi bem sucedido, mas analizando conteudisticamente, poderia ter sido melhor aproveitado.

Apresentamos algumas razões para a acertiva:

1. A história das reinvidicações de direitos nos mostra que o formato protesto é menos eficaz que o formato debate, pois, linguisticamente, o primeiro é um monólogo, enquanto o segundo é um diálogo;

2. Dialogar é uma postura mais contextualizada com a sociedade brasileira atual e isso facilita a propagação das reinvidicações dos envolvidos;

3. Tanto a postura do movimento LGBT como a dos homofóbicos são espécies do gênero ideologia, logo, só podem ser articuladas discursivamente, só que o discurso é constituído de significantes polissêmicos, o que leva ao risco da não fixação dos significados para eles empregados, prejudicando assim a comunicação das próprias reinvidiações e críticas apresentadas;

4. O formato debate, sendo dialógico, poderia diferenciar algumas questões importantes, tais como: homosexualidade de homoafetividade, sentimento afetivo de opção sexual, dentre outras. O formato protesto não exclarece, nem educa nesse sentido e por isso é menos eficaz diante do que se pretende conquistar.

No geral, o que importa é que uma temática relevante conquistou seu espaço de protesto, esperamos que uma vez realizada essa primeira fase, a segunda seja direcionada a conquista de seu espaço de debate na construção da tão necessária tolerância social em terras brasileiras.

E para encerrar, apresentamos um lúcido texto do filósofo do martelo que cabe bem diante desse contexto de intolerância afetiva:

"que seres odiosos estas pessoas nas quais qualquer tendência natural se torna rapidamente doença [...] são elas que nos fazem acreditar que os impulsos naturais são maus [...] é por isso que se encontra tão pouca nobreza entre os homens: porque a nobreza de uma alma se reconhecerá sempre no fato de ela não ter medo de si própria [...] e voar sem escrúpulos por toda parte onde o seu desejo [...] a chama! onde quer que for, será sempre [...] para a liberdade" (NIETZSCHE. A gaia ciência. 294)










quarta-feira, 4 de maio de 2011

OBAMA versus OSAMA: Justiça? Segurança?

Os EUA propagam um discurso da maior DEMOCRACIA do planeta, alicerçada na idéia de ESTADO DE DIREITO, mas quando precisam responder a um ATO ILÍCITO, respondem na mesma moeda com ILICITUDE.

Não fosse o bastante, ainda gritam aos quatro cantos do mundo "JUSTIÇA foi feita".

Justiça sem amparo na legalidade não é JUSTIÇA PÚBLICA, mais PRIVADA o que é sinônimo de VINGANÇA.

Se continuarem a responder ASSASSINATO com ASSASSINATO, restará pouco da AMÉRICA para contar a SUA história.

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Os EUA continuam a cometer dois erros por sua cultura nula de história mundial: 

1. confundir fundamentalistas orientais com criminosos ocidentais; 
2. personificar o centro de comando das ações fundamentalistas. 

O que ocorreu em 11 de Setembro não foi simplismente um ataque, foi uma das ações de uma GUERRA SANTA e isso não tem fim, não depende de um homem, é uma meta eterna para uma nação inteira que renasce em cada um de seus membros dentro dessa cultura e os americanos ILUDIDOS ainda confundem isso com segurança. coitados!