segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ficha suja vira Ficha limpa pois tudo termina em pizza na terra da feijoada

Cassio Cunha Lima, Senador eleito pelo PSDB-PB, foi impossibilitado de tomar posse por decisão do TSE devido ao mandato cassado em 2008 por abuso de poder, ou seja, por ter a “ficha suja”.

Nessa terça-feira, 08 de novembro de 2011, o mesmo deve tomar posse como Senador da República, por decisão do STF que justificou a decisão com base no argumento da impossibilidade jurídica de incidência da “lei da ficha limpa” ao pleito de 2010.

Procurado pela impressa, o Senador “ficha suja” afirmou que a culpa pelo constrangimento que sofreu foi do Congresso Nacional que possibilitou - por meio de uma “lei inconstitucional” - que a vontade do judiciário fosse superior a vontade do eleitor.

Resumo da ópera: Como no Brasil ser ficha suja ou ficha limpa depende de decisão judicial e juiz não é eleito, cabe sempre argumentar que a vontade das urnas encobre uma multidão de pecados para que tudo termine em pizza na terra da feijoada!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O primeiro artigo publicado na Europa nunca será esquecido

Em parceria com meu querido amigo ADILSON FERRAZ produzimos um artigo em inglês relacionando biotecnologia, decisão jurídica e conceitos de Arendt. 



Hoje recebemos a maravilhosa notícia que o mesmo foi aceito e publicado na REVISTA BIOÈTICA & DEBAT vinculada ao INSTITUT BORJA DE BIOÈTICA.

Para os interessados segue o link do artigo para que sua temática seja objeto de reflexões e debates frutíferos.

http://www.bioetica-debat.org/modules/news/article.php?storyid=466

Bons estudos!


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Biquini Cavadão e Plebe Rude em Caruaru: rock entre sertanejo e vaquejada

Caruaru Rock Festival 2011
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves
Cidade: Caruaru - PE
Hora: 22h
Atrações: Plebe Rude e Biquini Cavadão
Final de semana concorrido: entre eventos de sertanejo em Caruaru e de axé/forró em Bezerros, um show de rock com casa cheia foi melhor do que se podia imaginar.
Definitivamente o Espaço Cultural não é o local mais adequado para eventos musicais: possui teto baixo, o que prejudica a iluminação; possio pilastras de sustentação centrais, o que é terrível para o público que fica com a vista do palco seriamente prejudicada; como era uma antiga fábrica, não tem acústica adequada para esse fim; os banheiros são químicos e a localização não é boa; o serviço de bar é improvisado e precário; o estacionamento é amplo, mas o preço do mesmo em relação aos ingressos é abusivo. Em suma: deve-se pensar seriamente em outro espaço urgentemente.
Como já era de se esperar em show no Brasil, o evento começou com atraso. A banda de abertura não somou quanto ao repertório, mas, incrivelmente, se saiu muito bem em relação ao tato com a platéia, pois o repertório desconhecido e longo de ska não ajudava em nada.
A PLEBE RUDE entrou no palco com um grande desafio: público formado fortemente por uma geração que desconhecia o histórico da banda e a falta de hits radiofônicos no repertório. Mas o que faltava foi suprido com energia e carisma. Destaque para a guitarra absurdamente alta do vocalista, a participação no line up de Clemente (Inocentes) e a caminhada pelo público do front man Felipe Seabra. Adorei o show e cantei bastante, já que conheço a banda desde os anos 80 e já os vi ao vivo algumas vezes antes dessa.
O BIQUINI CAVADÃO deu as caras com o público ganho e com um repertório repleto de hits na manga, assim, mesmo as músicas desconhecidas não diminuiram a temperatura do local. Destaque para a energia contagiante do vocalista Bruno Golveia que não parava de ativar o público subindo na estrutura da iluminação, surfando sobre o público e trazendo fãs ao palco. Mesmo a tentativa de furto de seu tênis em meio à turba apaixonada foi contornada com maestria. Amei o show, assim como todos os outros que já vi da banda, sempre completa e entregue ao som poderoso que produz.
Retornei às 4h da manhã com satisfação plena de ter curtido muito bom rock n roll!

domingo, 21 de agosto de 2011

Não há universidade sem pesquisa

A Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) alerta: embora sua resolução nº 03 determine como pré-requisito para as Universidades brasileiras o número mínimo de três  cursos de mestrados e um curso de doutorado, 67 das 184 IES a descumprem e 15 dessas não possuem nenhum curso de mestrado ou doutorado em funcionamento.
 
O mais grave é que essas IES em descompasso com a resolução supra não poderiam ser sequer chamadas de Universidades, pois não existe tal denominação na ausência de um Centro de Pesquisa, o que demonstra o grau de descaso qualitativo do ensino superior no Brasil.
 
Fonte: Jornal do Comércio. Brasil 13. 21/08/2011.



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A história das coisas: o que não é dito sobre o consumismo


Vídeo complementar para a disciplina de Teoria Política e do Estado sobre as consequências políticas e econômicas que constituiram o Estado Moderno.

Documentário de 20 minutos que revela as conexões entre diversos problemas sociais e ambientais típicos dos países modernos.

O vídeo está focado nos efeitos ocultos da produção industrial que afetam as condições de vida em vários países.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

DESCARTES: ele pensou, logo existiu e imortalizou-se

A obra de Rossellini dedicada aos pensadores, iniciada com Sócrates, seguida por Agostinho, chega ao seu terceiro título dedicado a Descartes.

A articulação do cineastra entre caráctarísticas da vida do homem,  do seu contexto histórico e da produção da sua filosofia geraram essa obra prima que não deixa desprender a atenção do início ao fim da exibição.

Importante para todos os que querem perceber as peculiaridades de um período histórico tão tenso quanto revolucionário.

Diversão e aprendizado garantidos, um bom motivo para ler depois de ver.




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cilada.com: diversão garantida

A produção cinematográfica brasileira vem melhorando sensivelmente nos últimos anos, em especial motivada pelo apoio público-privado que decorre da legislação de incentivo à cultura em nosso país.

O gênero escolhido por BRUNO MAZZEO sempre foi um clássico da cinematografia nacional, o que gera sempre uma certa expectativa quanto aos lançamentos.

Fui ao cinema objetivando dar umas boas risadas e fui contemplado com motivos de sobra: humor inteligente, sarcástico, ácido e  apimentado, na medida certa.

Destaque para uma senhora, não conseguindo parar de rir entre as cenas engraçadas que costuram a trama, escolheu tentar, em vão, silenciar seu sorriso, o que gerou mais um motivo de risos na platéia.

 Recomendo, sem moderação!






terça-feira, 17 de maio de 2011

Protesto contra a homofobia na UNICAP: poderia ter sido melhor aproveitado

O Diretório Acadêmico na UNICAP conseguiu realizar um evento ímpar: protestar contra a homofobia, e só por isso mereceu nossa atenção.

Formalmente o evento foi bem sucedido, mas analizando conteudisticamente, poderia ter sido melhor aproveitado.

Apresentamos algumas razões para a acertiva:

1. A história das reinvidicações de direitos nos mostra que o formato protesto é menos eficaz que o formato debate, pois, linguisticamente, o primeiro é um monólogo, enquanto o segundo é um diálogo;

2. Dialogar é uma postura mais contextualizada com a sociedade brasileira atual e isso facilita a propagação das reinvidicações dos envolvidos;

3. Tanto a postura do movimento LGBT como a dos homofóbicos são espécies do gênero ideologia, logo, só podem ser articuladas discursivamente, só que o discurso é constituído de significantes polissêmicos, o que leva ao risco da não fixação dos significados para eles empregados, prejudicando assim a comunicação das próprias reinvidiações e críticas apresentadas;

4. O formato debate, sendo dialógico, poderia diferenciar algumas questões importantes, tais como: homosexualidade de homoafetividade, sentimento afetivo de opção sexual, dentre outras. O formato protesto não exclarece, nem educa nesse sentido e por isso é menos eficaz diante do que se pretende conquistar.

No geral, o que importa é que uma temática relevante conquistou seu espaço de protesto, esperamos que uma vez realizada essa primeira fase, a segunda seja direcionada a conquista de seu espaço de debate na construção da tão necessária tolerância social em terras brasileiras.

E para encerrar, apresentamos um lúcido texto do filósofo do martelo que cabe bem diante desse contexto de intolerância afetiva:

"que seres odiosos estas pessoas nas quais qualquer tendência natural se torna rapidamente doença [...] são elas que nos fazem acreditar que os impulsos naturais são maus [...] é por isso que se encontra tão pouca nobreza entre os homens: porque a nobreza de uma alma se reconhecerá sempre no fato de ela não ter medo de si própria [...] e voar sem escrúpulos por toda parte onde o seu desejo [...] a chama! onde quer que for, será sempre [...] para a liberdade" (NIETZSCHE. A gaia ciência. 294)










quarta-feira, 4 de maio de 2011

OBAMA versus OSAMA: Justiça? Segurança?

Os EUA propagam um discurso da maior DEMOCRACIA do planeta, alicerçada na idéia de ESTADO DE DIREITO, mas quando precisam responder a um ATO ILÍCITO, respondem na mesma moeda com ILICITUDE.

Não fosse o bastante, ainda gritam aos quatro cantos do mundo "JUSTIÇA foi feita".

Justiça sem amparo na legalidade não é JUSTIÇA PÚBLICA, mais PRIVADA o que é sinônimo de VINGANÇA.

Se continuarem a responder ASSASSINATO com ASSASSINATO, restará pouco da AMÉRICA para contar a SUA história.

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Os EUA continuam a cometer dois erros por sua cultura nula de história mundial: 

1. confundir fundamentalistas orientais com criminosos ocidentais; 
2. personificar o centro de comando das ações fundamentalistas. 

O que ocorreu em 11 de Setembro não foi simplismente um ataque, foi uma das ações de uma GUERRA SANTA e isso não tem fim, não depende de um homem, é uma meta eterna para uma nação inteira que renasce em cada um de seus membros dentro dessa cultura e os americanos ILUDIDOS ainda confundem isso com segurança. coitados!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

T.P.E. - As idéias de Estado e de Direito e sua função nas teorias da modernidade

A modernidade discursa no sentido de que gênese das idéias de Estado e de Direito é jurídica.
Esse pensamento remonta aos ideais contratualistas que tematizam a saída do homem da fase pré-estatal à fase estatal por meio de um pacto coletivo que entrega ao poder político central toda a liberdade individual e este a devolve limitada pela idéia de garantias (direitos) e obrigações (deveres).
Assim, a carta jurídico-política máxima (Constituição Federal) delinearia, pela vontade popular, o modelo de Estado e de Direito que esse povo desejara para si.

O problema é que essa visão romantizada não encontra comprovação empírica, ou seja, os relatos históricos descrevem antes uma gênese política para o que entendemos por Estado e por Direito.
Dessa forma, parte da população que detém os poderes intelectual, econômico e bélico sobrebõe os seus interesses aos interesses dos demais e modelam o Estado e o Direito sob a forma do Poder Constituinte Originário.

Em suas funções, a teoria política contratualista e a teoria jurídica positivista da modernidade se articulam para promover a ocultação da gênese política do Estado e do Direito com o discuros de uma gênese jurídica, possibilitando a forma mais econômica de dominação, aquela que se exerce sobre mentes e não sobre corpos.

Referências

FERRAZ Jr., Tércio Sampaio. Introdução ao estudo do direito. São Paulo: Atlas, 2005.

FLEINER-GERSTER, Thomas. Teoria Geral do Estado. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

KELSEN, Hans. Teoria Pura do Direito. São Paulo: Martins Fontes. 2007.

REALE, Miguel. Teoria tridimensional do Direito. São Paulo: Saraiva, 2003.