Para Ortega y Gasset, a multidão passava despercebida em um contexto onde o homem era o protagonista do seu próprio drama; contudo, na modernidade, o protagonista homem saiu de cena e em seu lugar surgiu o coro da multidão.
Nela, não se tem mais espaço para a inovaçao, apenas para a mesmice; a burocracia heterônoma ocupa o lugar da política autônoma, surge o império da mediocridade e desmorona o reino do talento.
Não é de estranhar que esse quadro esteja diante de nosso olhos atualmente. Interessante notar como a padronização é a regra e a singularidade, a exceção.
Em um contexto de presente eterno, o passado não retorna como lembrança, nem sequer o futuro surge como esperança.
Ludibriado com imagens e slogans que vendem a hiper-realidade da inovação e do progresso, o ser massificado moderno resignina-se com os passos que não dá como se caminhar pudesse.
Para saber mais: ORTEGA y GASSET, José. A rebelião das massas. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

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