quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal no plural


Então, é Natal? Diante da intrínseca polissemia do termo, melhor seria anabolizar o singular e dizer: Então, são Natais. Identidades esperançosas e desesperançadas dão as mãos, enquanto os olhares lançam-se em horizontes bem particulares. Identidades formadas nessa fervura de historicidades que são as marcas dos relatos humanos no mundo. Mesmo plurais tais identidades estão articuladas e entrelaçadas, influenciando-se reciprocamente, sem anularem umas as outras. Nesse aspecto, o subtítulo com sua metáfora: de mãos dadas, olhando para lados opostos.

Essa dicotomia (esperança/desesperança) aparenta ser o efeito de outro par dicotômico, esse formado por síntese/antítese (Jesus/Papai Noel), a visão cristã e a capitalista. De forma paradoxal, o aniversariante (Jesus) vem sendo cada vez mais preterido em valor ao presente (Papai Noel). Esteticamente até as cores são as mesmas, o branco e o vermelho, como outra dicotomia, simbolizando o conteúdo e a forma.

Todos correm, aparenta ser difícil diagnosticar para onde, contudo fácil perceber os porquês. O que resta às identidades que dividem o mesmo espaço/tempo, mas olham para horizontes distintos? Para os esperançosos, a fé na fraternidade, para os desesperançados, a aposta no consumo. Conviver/Competir, mais uma dicotomia.

O olhar só pode mirar tais pólos extremos? Duvidamos. A receita é antiga, embora um tanto esquecida: a busca de um meio termo virtuoso entre tais extremos: Jesus/Papai Noel. Meio termo tolerante, convívio com as individualidades, abstenção de toda exclusividade. Uma vez mais o título: natal no plural.

Pois se o passado já foi concretizado, não pode ser “feito” como se fora presente, o futuro “pode ser concretizado”, mas em se concretizando deixa de ser futuro para ser presente. Esse, o nosso lugar no mundo, um lançar-se sem segurança na esperança de acertar sem deixar de assumir o risco de errar.

De mãos dadas sim, olhando para lados opostos talvez, mas sempre com a possibilidade de olhar diferentemente para o mesmo lado tolerantemente. Esse o natal no plural!

Sobre o autor

Doutorando em Teoria Geral e Filosofia do Direito (UFPE). pablofalcao@hotmail.com

Texto publicado no Caderno Opinião da Gazeta de Alagoas em 31/12/2009, apresentação da Profa. Msc. Elaine Pimentel (UFAL)

http://gazetaweb.globo.com/v2/gazetadealagoas/texto_completo.php?cod=158295&ass=37&data=2009-12-31

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A corrida por títulos de pós-graduação e os riscos propagandísticos


Que o Brasil é um país peculiar (para não dizer paradoxal) não é novidade. Contudo, em matéria de educação o estado recente da oferta e da procura por títulos de pós-graduação - em especial na área jurídica - chamou nossa atenção.


Sabe-se que o processo de mercantilização estatal comunitária flexibiliza várias das antigas regras protetivas do tradicional Estado nacional e uma das mais conhecidas é aquela que se refere às titulações educacionais. Nesse sentido, nacionais de um dos Estados membros podem circular e atuar com suas titulações nativas além de suas fronteiras, seguindo, contudo, as regras de gestão dessa liberdade normativamente prevista e limitada.


Pois bem, sabe-se igualmente que as regras da Propaganda perseguem um fim diferenciado das regras do Direito, aquelas perseguem a venda de dado produto, essas o cumprimento de dada normatização. Dessas peculiaridades surge o problema título desse post, já que no afã de vender o produto de títulos de pós-graduação aos estudantes de uns ou vários dos Estados comunitários, Instituições de Ensino Superior de um terceiro divulgam convites que são exemplos de fraude propagandística.


Exemplo recente tem sido os SPAMS que lotam caixas de e-mail de estudantes e profissionais brasileiros, enviadas por IES do MercoSul, propagandeando Cursos de Pós-Graduação com "reconhecimento automático" em nosso país, o que é uma estratégia de má-fé.


A Lei de Diretrizes e Bases da Educação no Brasil em seu art. 48 condiciona o título de pós-graduação em IES estrangeira ao devido "processo de revalidação" em território nacional por IES brasileira que seja da mesma área de conhecimento, que tenha nível de titulação equivalente ou superior e que seja reconhecida pela CAPES. Tal processo seguirá os procedimentos e regras definidos autonomamente pela IES nacional revalidadora.


Sendo hierarquicamente superior, tal lei não pode ser preterida em razão da existência do Decreto 5.518/2005 que disciplinou por acordo no âmbito do MercoSul a admissão de títulos acadêmicos entre os países comunitários, embora esse Decreto possua força normativa suficiente para disciplinar a permissão do desenvolvimento de pesquisas no Brasil por pesquisadores estrangeiros, em conformidade com a redação do Parecer CNE/CES número 106/2007.


No mesmo sentido da Lei de Diretrizes e Bases, O Conselho Nacional de Educação, por meio do Parecer 106/2007, igualmente pugnou pela necessidade da revalidação da titulação expedida por IES estrangeira em território pátrio.


O alerta está dado: os SPAMS que divulgam IES do MercoSUL competentes para emissão de títulos de pós-graduação com vigência imediata no Brasil veiculam "propaganda enganosa".


Para maiores informações:




quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Pergunta da MTV Brasil sobre o melhor chamou atenção


Ontem pela manhã, como sempre costumo fazer, tomo o café da manhã ao som da MTV Brasil. Como é sabido, já se foi o tempo que essa emissora era exclusivamente musical, mas naquele momento estava passando o programa LAB, sob a banda britânica COLDPLAY, e uma enquete chamou minha atenção: qual o melhor álbum deles?


Essa pergunta ilumina um problema que geralmente resta despercebido nas sombras do texto questionador, trata-se da problemática do valor. O valor pode ser pensado como um idéia advinda de um estado relacional entre coisas, pois o que vale, vale sempre num contexto, em face de um bem ou de um sistema valorativo referencial, esse convencional e relativo, assim como aquele (CASTRO Jr. Torquato. A pragmática das nulidades e a teoria do ato jurídico inexistente. São Paulo: Noesis, 2009. p.161).


O que devemos reter é que os valores perdem e adquirem peso em dada escala valorativa em razão da contingência de seus usuários e das coisas ou bens a ela referidos relacionalmente, pois esse será nosso critério de análise.


Pois bem, podemos pensar na questão da enquete em dois sentidos:


a) cronológico - pois a produção discográfica do Coldplay ocorreu de forma historicizada em uma escala de tempo x, da seguinte forma:


1. Parachutes (2000)

2. a rush of a blood to the head (2003)

3. X & Y (2005)

4. Viva la vida (2008)


Dessa forma, os contextos de composição, produção e gravação dos álbuns são diferentes entre si o que implica uma mudança significativa na possibilidade de exercer-mos razoavelmente uma valoração que possa servir de resposta à enquete.


Alem disso, a sucessão cronológica da discografia permite apontar para uma escala de desenvolvimento da banda em termos de composição, ou seja, o álbum de 2000 surge como um lastro de sustentação para a construção do álbum de 2005 e assim sucessivamente até o recentemente editado em 2008, o que trás a dificuldade de valorar qual deles é o melhor, a não ser ocultando essa questão relevante.



b) Psicológico - os membros do Coldplay sustentam a formação conjunta da banda desde o primeiro álbum, contudo, mesmo que seus nomes civis continuem os mesmos, suas personalidades mudaram ao sabor das experiências vividas e das influências ambientais impressas. Ou seja, escolher o melhor álbum deles seria pressupor suas personalidades como invariáveis, o que não parece razoável.


Em razão disso tudo, nos parece que a enquente enquanto pretende uma pergunta não pode ao mesmo tempo desejá-la como sendo razoável, o que não indica necessariamente que não haja resposta para a mesma.


Veja bem, posso dizer que o álbum X & Y (2005) é o melhor para mim, mas isso não desconsidera nenhuma opção por um dos outros três álbuns concorrentes, o que resulta na total irrelevância dos índices da enquete proposta, pois falta a essa o que todo valor possui: a noção intrínseca de sua relatividade e a necessária referencia ao contexto, a um bem e a uma escala referente de valores.


Por isso a máxima da linguagem comum: gosto não se discute! A sabedoria popular, mesmo sem possuir o apoio das categorias e métodos comuns à reflexão da filosofia da linguagem, já havia intuído a não razoabilidade de se questionar acerca das preferências pessoais. Sendo assim, gostamos porque gostamos e ninguém tem nada com isso!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Livro de sociólogas alagoanas é uma parceria de fólego

SOBRE O MAIS ALAGOANO DOS MOSAICOS[1]

por Pablo R. de L. Falcão

Uma pequena ação pode compor novos mosaicos sobre “violência e criminalidade”[1], assim fui convidado, enquanto leitor, pelas autoras Ruth Vasconcelos e Elaine Pimentel, por isso, enquanto contribuinte de suas reflexões, trago aqui minha pequena peça vitrificada, com votos de que esse painel não pare nunca de crescer, exceto pela esperança compartilhada com as ilustres pesquisadoras de que “um mundo melhor”, mas tolerante e pacífico, possa pô-lo um legítimo fim[2].

Duas mulheres plurais: inteligentes, dedicadas, engajadas, femininas, simpáticas e cheias de vontade de viver. Dois homens plurais: companheiros que sabem, no silêncio e à margem, abrir caminho para que o brilho que emana de suas companheiras possa reluzir com intensidade. Duas famílias plurais: pais, mães, irmãos e irmãs, tios e tias, primos e primas, diferentes subjetividades que eram felizes simplesmente por vê-las sorrir. Duas centenas de amigos plurais: portando seus exemplares e perfilados por variados períodos de espera, unidos pelo desejo de colher suas assinaturas em um momento tão especial, mesmo que todos pudessem alcançar seus objetivos a qualquer tempo pós-lançamento.

Tal pluralidade é o dado empírico mais perceptível de que somos todos diferentes, mas que, apesar de nossas peculiaridades, comungamos de laços de sensibilidade que nos são bem comuns, “teias afetivas”[3] que nos levam a sermos espelhos uns dos outros, nesse ambiente de mais de seis bilhões de estranhos e diferentes que, paradoxalmente, denominam-se de humanidade.

Como bem colocaram Ruth e Elaine, “é [...] nos contornos da ação humana e social que se faz possível a construção de uma cultura de paz fundada no imperativo do reconhecimento de mulheres e homens como sujeitos de direitos e detentores de uma dignidade inegociável”[4], pois o mundo social não está apartado do mundo natural e o âmbito privado do âmbito público como pensado por um positivismo míope para a complexidade desse contexto repleto de interatividades, o qual podemos metaforicamente chamar de mosaico existencial.

Os relatos históricos registrados durante nossa passagem por esse planeta não sustentam a idéia de que o mundo sempre foi assim ou de que necessariamente continuará sendo assim, o que nos permite esperançar conjuntamente com as autoras: olhar para luzes e não para sombrios fins de túneis, para horizontes ao invés de muros altos, comumente decorados de forma bizarra por desumanas cercas elétricas e frios circuitos de filmagem; sentar sob a copa de uma árvore na calçada de casa por sentir que o melhor tempo para se viver dignamente é o tempo sem relógio, sem celular, sem horários pré-agendados, com possibilidade abundante de olhar no olho do outro e dizer: - bom dia, boa tarde, boa noite, durma tranquilamente e acorde melhor do que hoje; passear pela noite e desejar a falta de iluminação pública só para desfrutar da luz do luar e do céu estrelado com passos lentos e confiantes; observar a verba antes destinada para a área de segurança pública florir em parques ambientais onde seres de todas as espécies, cores, idades e línguas possam conviver no aconchego umas das outras e não na angústia psicótica de temer sem razão plausível; constatar que a força policial resgatou sua legitimidade de outrora, sentindo-se e sendo percebida como comunitária, pois chamada pelo nome, encontrando sempre mão vazias e estendidas à espera de um cumprimento salutar; um mundo de pacificação tolerante que caminha para um mundo de afetuosidade fraternal.

O que seriam dos projetos humanos se não fossem os sonhos humanos? Das realizações de nossa espécie se não fosse nossa capacidade natural de sonhar? Indago isso, pois o “mosaico” da Ruth e da Elaine – como deve ser grafado em bom alagoês – foi construído artisticamente: deixando a cor cinza da argamassa (violência e criminalidade) para o contato com a parede (razão) e nos presenteando com o colorido das superfícies polidas (dignidade) para o contato perene com a farta brisa de Maceió (emoção), o que nos levará a concluir, em bom estilo português, com um pertinente fado sociológico: “não disparem sobre o(s) utopista(s)”[5]!

[1] VASCONCELOS, Ruth e PIMENTEL, Elaine. Op.cit. p.232.
[2] VASCONCELOS, Ruth e PIMENTEL, Elaine. Op.cit. p.22.
[3] PIMENTEL, Elaine. Amor bandido: as teias afetivas que envolvem a mulher no tráfico de drogas. Maceió: Edufal, 2008.
[4] VASCONCELOS, Ruth e PIMENTEL, Elaine. Op.cit. p.232.
[5] Título original “não disparem sobre o utopista”, capítulo 6, p. 329, grifo nosso In: SANTOS, Boaventura de Sousa. A crítica da razão indolente contra o desperdício da experiência. 5. ed. São Paulo: Cortês, 2005.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Lançamento do primeiro cd de minha banda THORN

Último sábado de Setembro de 2009, data marcante para todos nós da THORN, dia do lançamento de nosso tão esperado "Shadows and other things of the night".
Enquanto as composições foram finalizadas em 1993 e registradas em fita k7 em nosso primeiro local de ensaio, a dependência da cozinha da casa dos pais de Gil Moura (primeiro baterista da banda), esperamos dez anos para transformar aquela gravação precária em uma sonoridade difgital no antigo Casulo Studio, do amigo Thadeu Siqueira.
De 2003 até 2009 enfrentamos várias dificuldades para efetuar o lançamento, o que foi possível no IX Caruaru Moto Festa, promovido pelo Moto Clube Leões do Norte (CAruaru/PE).
Entramos no palco um pouco após às 21h e mesclamos o nosso repertório com músicas próprias (Blind e The Love is Dead) com covers em inglês (U2, Radiohead, Coldplay, etc) e em português (Legião Urbana e Capital Inicial).
Tivemos a participação - já frequente - de Gizelle Batista, cantando Ironic (Alanis Morissette), One of Us (Joan Osborne) e Dreams (The Cramberries).
O público estava ótimo e em seguida tivemos o prazer de ver e escutar o som setentista da On The Rocks.
Quem perdeu pode conferir fotos e músicas em nosso myspace:

Gosta de fotografia? Visite o Banco de Imagens

Anne Mychelly é uma fotógrafa caruarusense com um olhar bem peculiar sobre o mundo: prefere ver tudo bem de perto.
A imagem ao lado, intitulada "linha de frente" combina elementos que eu admiro em trabalhos fotográficos: equilíbrio entre luz e sombra, profundidade em destaque, objeto referencial destacado em seus aspectos mais interessantes e uma coloração suave.
Ela merece ser mais conhecida, visitem e comentem.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Palestra do Prof. Dr. Friedrich Müller no TJPE

Friedrich Müller foi professor catedrático e por duas vezes diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Heidelberg (Alemanhã). Autor da Teoria Estruturante do Direito, o professor alemão esteve nessa terça-feira, 22/09/2009, no Plenário do Tribunal de Justiça de Pernambuco, resumindo os principais pontos de seu pensamento.

Em um português fluente, o Professor Müller pronunciou-se no sentido de que sua metódica jurídico-estruturante tem recebido mais atenção na prática dos Tribunais Superiores da Alemanhã do que de seu âmbito acadêmico, sendo parcialmente admitida pelo Tribunal Constitucional da Espanha e bastante estudada no Brasil, em especial pela obra do Prof. Paulo Bonavides, que fez sua apreentação em português e a incorporou plenamente como sendo a mais importante fundamentação jurídica da segunda metade do Século XX.
Pontuamos que a obra do Prof. João Maurício Adeodato igualmente cumpre a função de veicular o pensamento metódico estruturante desse lado do atlântico, contudo, o jus-filósofo da UFPE parte da obra do Prof. Müller para desenvolver uma "metódica jurídico-desestruturante", delineada em seu estado atual de desenvolvimento na recente "A retórica constitucional" (Ed. Saraiva, 2009).


Voltando ao pensamento sob análise, para o teórico germânico o Estado Democrático de Direito necessita de uma racionalidade e de uma determi-nidade da práxis que pugna por uma ação judicante eticamente voltada para concretizar caso a caso a idéia de democracia, tal ação deve ser, em especial pelos juízes, compreendida como um dever para todo aquele que decide para a coletividade.


Enquanto teoria da práxis, a sua Metódica Estruturante deve ser capaz de responder três importantes questões:


a) como significar textos normativos legais?

b) como justificar tais significações?

c) como argumentar em defesa dessas justificações?


Tais respostas são fornecidas após uma descrição da referida prática e, segundo o autor, indo além de suas antecessoras, essa teoria instaura um novo paradigma para o direito ao postular que a decisão judicial é estruturalmente condicionada. Não sendo totalmente livre, nem totalmente controlada, a decisão passa a ser compreendida enquanto fruto de uma discricionaridade controlada de forma racional, pois se deve oferecer de forma clara seus argumentos justificadores ao controle público.


Esse último aspecto nos pareceu o "calcanhar de Aquiles" da Metódica Estruturante: se a decisão só pode ser submetida ao controle público caso o processo que a gerou finde com a apresentação clara da linha argumentativa construída para sua fundamentação, então seu pretenso controle racional deve "apostar" na eticidade do julgador em seguir esse mandamento. Em sendo assim, uma racionalidade dependente da eticidade aparenta estar, durante essa espera, inerte quanto a sua função estruturante.


Müller nos propôs esse desafio, posto que sua teoria não pareceu enfrentá-lo, o que se configurou como estímulo para os juristas presentes.

domingo, 13 de setembro de 2009

Michael Jackson: vida e morte sob análise filosófica de Bernard-Henry Lévi

Você pode questionar: caramba, mais um post sobre o Michael Jackson, já não basta a unanimidade da mídia em eleger esse o assunto mais vendável dos últimos tempos? E eu concordarei em número, gênero e grau, contudo o que faz esse post aparecer aqui é a chance de veicular uma avaliação filosófica da peculiar existência dessa persona tão presente na contemporaneidade.
Bernard-Henry Lévi é um filósofo e jornalista francês que escreve quinzenalmente para uma coluna do badalado The New York Times e, para nossa sorte, o periódico brasileiro Ciência e Vida: Filosofia publicou sua reflexão sobre o "rei do pop" em sua edição de número 38.
Pontuamos que a reflexão original aqui registrada foi acrescida de reflexões própria, o que não poderia ser diferente devido a meu prazer em publicar esse blog.
Para o filósofo, o transcurso entre o berço e o túmulo de Michael Jackson pode ser analogamente nominado de calvário, argumentando em três passos esse conturbado trajeto:
1. MJ desenvolveu um horror das coisas e essas passaram a ser fonte de infecção e pestilência, daí a paranoia de desinfecção representada por luvas, máscaras, guarda-chuvas, etc;
2. MJ desenvolveu, em decorrência do horror pelas coisas, um horror por seus produtores, as pessoas, decorrendo daí a paranóia de uma constante ameaça, daí o auto-exílio em NeverLand, como se Peter Pan pudesse colocar-se a uma distância segura do Capitão Gancho, mas nunca totalmente livre do terror de sua existência constantemente rememorada, bem como a paternidade distanciada constantemente de quaisquer vínculos maternos, a nao ser aqueles decorentes do DNA, a pele branca e os cabelos sedosos e loiros de seus herdeiros;
3. MJ desenvolveu, em decorrência do horror pela pessoas, um horror por sua aparência humana, decorrendo daí um processo contínuo e persistente de despersonificação como indicavam a epiderme despigmentada, o nariz reduzido a uma seta que apontava para longe de seu rosto de feições cada vez mais anguladas, beirando o cubismo, que expressa ao mesmo tempo a perfeição cúbica e a deformidade provocada pela ausência de curvas.
Segundo Lévi, o abandono das coisas levou ao abandono das pessoas e, consequentemente ao abandono de si mesmo. Nesse contexto grotesco, restou a MJ reinventar sua humanidade, mesmo que investindo nua transhumanidade estética e geneticamente modificada, ou sucumbir no caminho dessa reinvenção.
Em 25 de junho de 2009, Michael Jackson morreu em NeverLand, mas durante dois meses teve de esperar, atormentado pela presença do Capitão Gancho, na câmara gélida de um necrotério até que dois meses depois foi do óbito veio a ser sepultado no Cemitério Forest Lawn em Glendale, próximo de Los Angeles.
Resumo da ópera: Longe da terra (LAND), das coisas, das pessoas e de sua aparência humana, nunca (NEVER) mais o Peter Pan amaricano será assombrado por seus inimigos reais e, nesse sentido, NEVERLAND será para sempre seu mundo (MJWORLD). Mas e quanto a presença assustadora de seu inimigo imaginário, o Capitão Gancho? Esta perdurará além túmulo?

domingo, 6 de setembro de 2009

Thorn no V Caruaru Motor Cycle

Atendendo ao convite do irmãozinho Mago Gildo (ex-Thorn e atual On The Rocks) tocamos na sexta-feira (04/09/2009). O Show foi bem legal, o som ndo palco e do público cumpriu seu papel, a platéia estava legal e interessada em perceber nossa proposta, tocar o melhor do rock inglês e nossa composições.

Do repertório de nosso primeiro CD (prestes a ser lançado) tocamos BLIND com um phaser bem acentuado em minha guitarra e um mix de psicodelia e drive que agrada bastante.

A letra fala da segueira provocada pelo envolvimento emocional em uma situação adversa para o próprio personagem nela envolvido.

Agradeçemos a organização do evento, a nossa produtora CONTEÚDO COMUNICAÇÃO, a Escola de Música CIA. GROOVE e ao complexo musical NOVA MUSIC e, em especial, ao público presente, pacífico e participativo.

Até o próximo show no CARUARU MOTOFESTA no sábado 26 de setembro de 2009.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

BR-232: riscos para além dos alagamentos


Por motivos profissionais realizo semanalmente o percurso Recife-Caruaru-Recife pela BR-232.
Os alagamentos sempre foram motivos de minhas preocupações, justificados pelo capotamento após uma aquaplangem em 26/05/2009.
Mas não é sobre esse risco da rodovia que venho hoje falar, trata-se da continuada presença de animais na via, em especial equinos. Observei um Gol, como esse da foto - que aponta os efeitos de uma choque com um desses animais - mudar de faixa, frear bruscamente e quase ser gravemente danificado quando um cavalo que estava "pastando" no canteiro central, esse assustou-se com o movimento dos veículos que seguinam no sentido Caruaru-Recife, poucos metros antes de Encruzilhada, e bruscamente adentrou a faixa do sentido contrário, contudo ao chegar ao meio da via retornou subtamente, por sorte não colidindo com o citado veículo.
Ao chegar nas imediações da primeira entrada para Caruaru, desloquei-me para o Plantão da Polícia Rodoviária Federal afim de informar sobre o risco eminente de acidente. Pasmem: ele não funciona no período diurno.
Liguei para um Patrulheiro Rodoviário conhecido, ele estava de plantão, contudo, pasmem novamente: ele e o parceiro tinham disponibilidade de uma única viatura e estavam removendo um veículo acidentado.
Pasmem mais uma vez: além desses animais, os membros da PRF sabiam da existência de outros, na mesma BR, apenas em quilômetros diferentes.
Pasmem pela última vez: como eram as únicas autoridades no percurso, não tinham como pedir auxílio e como dispunham apenas de uma viatura e o evento em que trabalhavam suscitava o uso da mesma, não podiam tratar dos animais soltos.
Resumo da obra: torça para que os cavalos respeitem a sinalização da via até que possam ser oficialmente removidos!
É o Brasil.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Curso de Biodireito

Estaremos ministrando nos dias 14, 21, 28 e 29 de Setembro de 2009, das 14h às 17h, na Escola Ruy Antunes - Escola Superior da Advocacia, vinculada à OAB Perambuco, o CURSO DE EXTENSÃO - BIODIREITO.
O investimento será o da taxa de inscrição de R$ 50,00 (Advogados adimplentes e estudantes) e de R$ 60,00 (demais casos).
As inscrições devem ser realizadas no endereço eletrônico da Escola Ruy Antunes, com link no site da OAB/PE.
Os encontros serão realizados na Rua do Impedaror, 307, Edf. Armando Monteiro Filho, primeiro andar, no bairro de Santo Antônio, Recife/PE.
Espero todos vocês para debatermos sobre importantes temáticas jurídico-contemporâneas.

domingo, 16 de agosto de 2009

Parada Sonora I: Nós da THORN e os amigos da THE BLUZ e EL MOCAMBO


A NOVA MUSIC abriu espaço para o primeiro PARADA SONORA: ONDE ESTACIONA A BOA MÚSICA. Produzido pela CONTEÚDO COMUNICAÇÃO, nossa produtora, o evento busca divulgar os projetos musicais mais promissores de nosso estado.


Nesse último sábado, 15 de agosto de 2009, minha banda THORN, juntamente com a THE BLUZ, do amigo Joanathan Richard, abriram o SHOW DE LANÇAMENTO DO PRIMEIRO CD da recifense EL MOCAMBO, do "guitar man" Morcegão.


Cerca de 500 convidados, já que a entrada era gratuita, contudo com a frequência controlada por motivos de segurança, ouviram o melhor do indie rock com a THORN, do blues vintage com a THE BLUZ e do blues rock com a EL MOCAMBO.


Esperamos para breve a segunda edição do PARADA SONORA na NOVA MUSIC. Você não vai perder, não é mesmo?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Filosofando com o pandeiro? Nietsche em verde e amarelo


João E. Neto brindou os leitores da Ciência e Vida: Filosofia com uma inusitada abordagem genealógica da malandragem. Para o filósofo pernambucano a “ética do jeitinho” utilizada no Brasil convive com sua “ética oficial”. Sentimos a falta de uma explicação do que venha a ser essa vertente oficial, como percebê-la e significá-la diante da análise filosófico-social de nosso contexto, aspecto que o texto não trata.

Contudo, a análise segue um interessante viés paradigmático no sentido de postular que as categorias “jeitinho” e “malandragem” servem de justificativa à ação moral do brasileiro. O discurso de Neto é fundamentado na histórica situação de penúria social de nosso povo, fruto das árduas condições de vida e do esquivo do poder público em dirimi-las, onde a ação moral, justificada nas categorias “jeitinho” e “malandragem”, surgiria enquanto instrumento de sobrevivência do brasileiro, dando azo ao “tipo esperto” enquanto “vitorioso” na luta pela vida.

Sabiamente o pesquisador indaga se a característica de conservação da vida ainda permanece presente no contexto atual e os porquês da conservação desse peculiar paradigma no dia-a-dia de nossa nação. Sua tese é a de que as categorias “jeitinho” e “malandragem” foram transmutadas em “modelo ético” de si mesmas, retroalimentando-se e perpetuando-se no cotidiano do Brasil atual.

O filósofo adverte que diante da apologia do “jeitinho” e “malandragem” o brasileiro desenvolveu uma postura individualista, deixando adormecidas suas possibilidades de ação coletiva e impedindo, em decorrência, a concretização de uma indignação social real, o que torna as condições adversas ainda mais intensas.

As categorias “jeitinho” e “malandragem” não seriam “modelos éticos”, mas sim “problemas éticos” que ampliariam nossa histórica situação de penúria social.

Nesse sentido, abrindo mão de uma abordagem genealógica de matiz nietschiana, João E. Neto, filosofou com o pandeiro e pincelou o sisudo alemão de verde e amarelo. Leitura recomendada.


Referência: NETO, João E. Genealogia da malandragem In: Ciência e Vida: Filosofia. Ano IV. n° 37. p.19-29.

Primeira atividade acadêmica na FAVIP


Na última terça-feira (11/08), a FAVIP, em parceria com o representante da ESA/Escola Superior da Advocacia, o Prof. Msc. Venceslau Tavares Costa Filho, comemorou o Dia do Advogado com palestra proferida pelo Prof. Dr. Artur Stamford, grande responsável pelas pesquisas sociológicas relacionadas ao fenômeno jurídico no PPGD/Programa de Pós-graduação em Direito da UFPE/Universidade Federal de Pernambuco.


O nobre palestrante possui carreira de pesquisador consolidada no Brasil e no exterior, tendo coordenado recentemente a bela obra "Sociologia do Direito: a prática da teoria" e viabilizado para novembro próximo o Congresso Internacional sobre Decisão Jurídica. A temática do evento trará em perspectiva o pensamento de N. Luhmann e realizar-se-á em homenagem ao Prof. Dr. Cláudio Souto, outro grande representante das pesquisas sociológicas no Brasil.


O evento deve muito de sua realização ao jovem jurista, militante da área cívil, o Prof. Msc. Venceslau Tavares Costa Filho, que vem realizando um belo trabalho como representante da Escola Superior da Advocacia, focado, em especial, na interiorização dos debates jurídicos.


O auditório Maria José Recepções 1 estava repleto de alunos e professores do Curso de Direito da FAVIP, além de vários advogados caruaruenses e da região.


Sucesso é a palavra que resume este post.




quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Diferentes discursos oficiais sobre a GRIPE


Espero que todos recordem, a mídia ao questionar o Ministro da Saúde brasileiro sobre os risco da então GRIPE SUINA, que ainda não havia chegado ao Brasil, recebia sempre a resposta de que era apenas uma gripe;


Temos depois, talvez devido ao pânico dos criadores de suínos, a denominação mudou para GRIPE A em relação aos diversos casos de internamento do território nacional;


Mais um tempinho e, quem sabe motivados pela multiplicação de óbitos pelo mundo, grafaram a "dita cuja" de A/H1N1.


No site do Ministério da Saúde do Brasil temos nesse instante as seguintes informações:


É uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus A (H1N1). Este novo subtipo do vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.




O discurso oficial continuará nesses termos ou teremos de nos acostumar com novas denominações para essa moléstia mundial?


Só o tempo ira dizer!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Dica de blog musical: The Bluz


A The Bluz é uma surpresa caruaruense com 10 anos de bons acordes executados com maestria pela figura humana cativante de Joanatan Richard. Nesse blog temos acesso as novidades de seu blues, o que pede visitas semanais. Esse eu recomendo!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Pondo em teste o materialismo acadêmico


Sônia Rinalde é uma pesquisadora brasileira que cinta com 20 anos de testes em uma área inusitada, a do registro eletrônico de comunicação de consciências extra-corpóreas, que recebe o nome de TRANSCOMUNICAÇAO INSTRUMENTAL .


Confuso? Vamos tentar clarear as idéias. Temos consciência de que estamos aqui nesse mundo e de que somos alguém nele, dessa forma podemos ser denominados de consciências intra-corpóreas, já que somos uma consciência imaterial habitando um corpo material. Em se tratando de uma consciência imaterial livre do habitat em um corpo material denominamos a mesma de consciência extra-corpórea.


Você deve estar pensando: - trata-se de uma CRENÇA religiosa ou metafísica. Respondo: aí está a novidade. Sônia Rinaldi apresenta sua pesquisa ao escrutínio crítico da banca de mestrado da PUC-SP, renomada faculdade católica, historicamente contrária à idéia de vida após a morte nos termos reencarnacionista.


Para angariar credibilidade às suas pretensões acadêmicas a pesquisadora brasileira contará com apoio interdisciplinar de doutores das áreas da engenharia, da física e da matemática que testarão o material coletado dentro dos parâmetros científicos vigentes.


Nas palavras de Sônia Rinaldi "penso que a Transcomunicação Instrumental é o veiculo mais poderoso para comprovar que se vive depois da morte, além, claro, de levar consolo a milhares de pessoas que sofrem com a perda de alguém querido".


A pesquisadora dará sequência aos workshops que vem ministrando pelo país onde divulga o método de gravação das comunicações de consciências extra-corpóreas.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Dica de site musical: Remédio Rock


Site bem alimentado com dicas, fotos, entrevistas e vídeos de bandas nacionais e internacionais de várias colorações e testuras do universo rock. Recomendo!


terça-feira, 21 de julho de 2009

Poesia homeopática 1


Menos pensar e mais sentir

Deixar dormir a visão e a audição

Despertar tato, olfato e paladar

Absorver o céu, ser absorvido pelo mar

Deixar de ser e sendo continuar

Mais sentir e menos pensar (Pablo R. de L. Falcão)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A vida é mesmo um eterno manancial de motivos para refletir


Nesses dois últimos meses tive de refletir muito, motivos, oferecidos pela vida, não faltaram.


Como moro em Recife e Trabalho em Caruaru mantive meu carro com o seguro pago, garantia de patrimônio em caso de sinistro. Veio o acidente, motivado por uma falha na drenagem da BR 232, resultado, perda total do veículo. Como estava com o seguro em dia, pensei: - é só esperar o depósito com o valor da apólice na minha conta. Correto? Infelizmente não, a Seguradora não quer pagar o valor contratado. Pensei novamente: - E agora? Como vou trabalhar sem carro?


Restava-me o emprego, já que a cinco anos era titular da cadeira de IED 1 e 2, mas aí veio a demissão e as portas das salas de aula de graduação estavam fechadas. Pensei: - e agora, como vou passar daqui pra frente?


Poucos dias depois, duas boas notícias:


Primeira boa notícia: o dinheiro da demissão dá pra comprar um novo carro até a situação com a seguradora ser resolvido no judiciário.


Segunda boa notícia: proposta da concorrente de minha antiga empregadora, as portas da sala de coordenação-adjunta do curso de direito estavam abertas.


Pensei: - essa vida ... é mesmo um eterno manancial de motivos para refletir!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Venceslau Tavares: novo blog recomendado

O novo nome do direito civil pernambucano agora na web. Venceslau é um pesquisador que milita na seara da tópica civilística, seguindo os passos de seus mestres: Torquato Castro e Torquato Castro Jr. Seu livro "Tópicos de Direito Civil" (Nossa Livraria) já é uma referência, sendo utilizado com bons resultados por alunos de graduação e pós-graduação. Recomendo acesso frequente às linhas do jovem mestre recifense.

sábado, 30 de maio de 2009

Dica literária: O relato de Nanna

Humberto Pimentel é mestre em Direto Público pelo PPGD/UFPE e membro do MP/AL. Mas o Humberto que escreveu a ficção "O RELATO DE NANNA" é meu querido primo alagoano. Na obra ele transmite a seu leitor toda a alegria de estar em sua companhia durante uma bela conversa, seja degustando um "filé alto", refrescando-se com uma "caipirosca socada" ou matando um tempo com um "café curto". Sinta o clima do texto e corra para a livraria mais próxima:

"Nanna encontra um desconhecido que parece saber muito a seu respeito. Esse ser misterioso, que veio não se sabe de onde, insiste em contar uma história que envolve Nanna e seu passado. Sua obstinação faz com que ela aceite ouví-lo, muito embora seja difícil acreditar naquelas palavras. A realidade mostrada por ele faz com que Nanna reavalie suas principais convicções, fazendo-a mergulhar num universo de informaçõesque em nada se assemelham ao mundo em que estava acostumada a viver".

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Blues e Derivados no Bar na Feira em Caruaru/PE


Nós caruaruenses que gostamos de boa música sempre lamentamos a falta de opção. Agora tudo mudou. Temos blues da melhor qualidade com a THE BLUZ toda quarta-feira no Bar na Feira, próximo ao prédio da Prefeitura Municial.


Entrada R$ 5,00, oportunidade de bater bom papo com gente inteligente ao som de boa música.


O lema é: vá conferir e leve um amigo/amiga junto.


Longa vida ao blues da The Bluz.

domingo, 10 de maio de 2009

Novo projeto musical de João Maurício Adeodato


Dando uma parada em sua nova estada em terras alemãs, o Professor Adeodato mostra outra de suas múltiplas facetas no próximo dia 17 de maio na Livraria Cultura no Recife Antigo, às 17 horas.


Trata-se do seu mais recente projeto musical, intitulado de ZALDORF ao lado dos já parceiros na SÍSIFOS (cover da Rolling Stones), os tambéns professores de Filosofia do Direito Alexandre Da Maia (Bateria) e Pedro Parini (Guitarra), além de Zaldo Rocha Filho (Voz e Teclado) e Leopoldo Nunes (Baixo).


Bons acordes e solos de guitarra.


Rock n Roll 4ever!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


domingo, 19 de abril de 2009

mudança na fórmula PLACEBO



Saiu o baterista Steve Hewitt, no posto desde 1996 e entrou em seu lugar o novato de 22 anos Steve Forrest. O motivo? O de sempre: diferenças musicais.


A banda prepara o novo BATTLE FOR THE SUN com previsão de lançamento para junho deste ano. Será que a luz solar modificará a linha musical da banda? Hewitt garantia a pegada dançante do PLACEBO enquanto Molko distilava sua verve sombria e Olsdal levava a platéia a loucura com sua aeróbica andrógino-psicodélica. O que acontecerá quando a banda tocar sob a luz do sol? Molko dá uma pista: "O Meds foi muito sombrio. Acho que não poderíamos fazer algo mais deprimente, então a saída foi fazer algo mais alegre. Neste disco tem mais otimismo, mais esperança, mais opções de redenção".


Segue a lista das novas composições:


'Kitty Litter''Ashtray Heart

Battle For The Sun

For What It’s Worth

Devil In The Details

Bright Lights

Speak In Tongues

The Never-Ending Why

Julien

Happy You're Gone

Breathe Underwater

Come Undone

Kings Of Medicine


OPS: Escutei o MP3 da faixa título e minha opinião é que a mudança do baterista influiu no som ou Hewitt saiu por não concordar com as mudanças na linha de composição da banda.


segunda-feira, 2 de março de 2009

Sabores variados no novo U2

Toda banda que chega ao 12° álbum da carreira trás consigo sabores e dissabores na degustação de sua discografia com três longas décadas de idade. O topos argumentativo no sentido de que “o tempo não perdoa” parece indicar que ele não perdoa mesmo, nem mesmo os gigantes do cenário musical, como é o exemplo do U2 nesse seu mais recente “No line on the horizon”.

Evidente que o disco é bem composto, arranjado, executado, produzido e gravado, mas não é, nem de longe, um dos melhores dos cinqüentões irlandeses. Mas isso não quer dizer que ele não mereça ser apreciado, os sabores desses mestres da cozinha sonora ainda estão lá, em alguns momentos com mais intensidade, em outros com menos, como em toda refeição auditiva, mas ainda é um album do U2.

Vamos tentar fazer jus ao nosso paladar!

O cd abre com a faixa que intitula o álbum. Reverberações climáticas no estilo do velho e bom U2. Bono escolhe uma linha vocal bem adequada ao tema panfletário da canção, entrecortada por um refrão que beira o aconselhamento. Seria um retorno ao messianismo da fase “October”? Eu diria que assim ela foi por mim saboreada, já que todas as faixas remetem aos temperos utilizados em outros momentos fonográficos da banda, como veremos na seqüência.

A segunda faixa “magnificent” chama a atenção pelo uso da tecnologia, agora bem mais amena do que seu uso na fase “Achtung Baby”. Belo trabalho de guitarra de Edge, com controle total sobre as repetições das suas várias camadas de delay. O sabor transporta o ouvinte imediatamente para “The unforgettable fire”.

“Moment of surrender” remete a velha temática tratada na faixa “surrender” de “War”, só que apresentada de forma mais requintada, bem ao estilo da interpretação vocal jazz-blues de algumas canções de “All that you can't leave behind”, enquanto Edge volta a usar o “bottleneck” para somá-lo agora à textura eletrônica que já acompanha a banda faz um bom tempo.

A faixa que segue, intitulada “Unknow caller”, é um típico prato servido em “October”, adocicado com pitadas de “All that you can't leave behind”.

“I’ll Go crazy if i don’t go crazy tonight” remete muito ao album “All that you can't leave behind”, o que nos leva a pensar que o U2 tenha voltado para o ponto de virada que pariu o “How to dismantle an atomic bomb”. Seria um pedido de desculpas não verbalizado? Quem sabe, talvez seja, talvez não.

O riff de “get on your boots” chega aos ouvidos como uma brisa setentista, apesar do filtro que Edge usou no som da guitarra tornado a mesma mais contemporânea, enquanto a linha de vocal de Bono oscila entre a psicodelia do refrão, bem anos 60, e a levada mais falada do RAP, bem anos 90, em um mix de Beatles com as Casas Noturnas da velha e sempre atual Europa.

Na mesma seqüência de inspiração chega a “funkeira” e “setentista” “Stand up comedy”, numa levada bem U2 para arenas. Inova pelo riff de guitarra, Edge vem optando por esse modelo de estrutura musical desde “How to dismantle an atomic bomb”, variando um pouco as suas esperadas reverberações de plantão. Bela pitada de sal no tempero.

Intitulada de “FEZ – being born”, chegamos a um momento mais experimental, parece bem o U2 das trilhas sonoras cinematográficas. Elementos de “Achtung Baby” são mesclados aos de “Zooropa”, tudo no estilo música para curtir paisagens, enquanto os vocais de Bono remetem ao clima de outono do introspectivo “October”.

“White as snow” parece uma música étnica, sombria e calma, remete a alguns temas “The Joshua tree” que buscam flertar com outros de “All that you can't leave behind”. A sonoridade escolhida por Edge, entre guitarras e pianos, para servir de base estrutural para a canção parece perfeita para Bono destilar sua verve poética, coisa que ela faz com a maestria de poucos.

A penúltima faixa é “Breath” e vem bem na trilha de mixagens de vários momentos do U2. O que inova, mas ao mesmo tempo confunde, é a linha de vocal escolhida por Bono, já que em alguns momentos ele parece estar à frente da banda e eu outros parece reduzir o ritmo para esperá-la. Agridoce é a palavra mais apropriada que achei para expressar o que senti.

Finalizando o Cd, temos “Cedars of Lebanon”, um tema típico do “Zooropa” mas que veio com o freio de mão puxado, bem no estilo refeição para incluir cardíacos na audiência, ou seja, com pouco sal. Mais uma que flerta com o estilo de música eletrônica “lounge” que ganhou no Brasil o codinome pejorativo de “música de elevador”, o que não se aplica negativamente a essa sobremesa irlandesa.

Espero que vocês degustem o CD e compartilhem aqui suas impressões gastronômico-auditivas!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Domingo à noite: novo blog recomendado

Meu querido primo, Humberto Pimentel, está com um novo blog na praça virtual da web. Conhecendo seu talento em literatura, advogo a tese de que ele será um sucesso.

A forma que o seu autor escreve é agradável e cativante, seu texto é daqueles que deixam a impressão de que deveriam continuar em seqüências necessárias e desejáveis.


Recomendo.


Acesse e comente!


domingo, 18 de janeiro de 2009

Dica teatral: gargalhadas garantidas

Zezé Polessa demonstrou segurança como atriz e talento como comediante. Destilou esse binômio durante 2h, dando dinamismo ao monólogo "não sou feliz, mas tenho marido" com sua verve humorística, nesse domingo (18 de janeiro de 2009), no Teatro Gustavo Leite, localizado no Centro de Convenções da capital alagoana. Caso tenho oportunidade, não se furte aos sorrisos, diante do palco eles chegam em abundância.


Destaques para o cenário com réplicas do livro publicado pela personagem, imagens do telão objetivando pontuar momentos marcantes do texto e pela técnica de áudio na entrevista de lançamento.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Bálsamo para os ouvidos: site de arte musical


Estive na praia de Tamandaré no litoral sul pernambucano este fim de semana e constatei o "mais do mesmo" do gosto musical da geração brazil 2000: trash music! Arranjos manjados, daqueles que se faz dezenas de "produtos musicais" por sobre os mesmos e letra "porno-brega" de péssima qualidade, tocada no mais alto volume e nas horas mais impróprias, como se todos fossem obrigados a consumir o que não desejam!


Logo pensei: quando voltar para meu ap em Recife irei garimpar um site onde aqueles que ainda gostam de música enquanto arte (arranjos e letras bem sacadas) possam garimpar, segundo o gosto de cada um, um bálsamo para os ouvidos.


Não demorou muito, logo achei o http://www.lastfm.com.br/. O site traz muitas informações sobre o cenário musical independente interno e externo, além de biografia, fotos, mp3, videos e o melhor, um link denominado "parecidos", onde vc pode viajar no universo de influências de cada banda que curtir.


Como exemplo deixo o vídeo da bela banda carioca de indie rock "columbia", intitulado "amanhã". Trata-se do clip oficial do primeiro cd "o que vc não quiz dizer", com participação da atriz global Natália Lage, todo editado sobre um oceano de 7.000 fotografias animadas em stop-motion, um primor!