domingo, 5 de outubro de 2008

Quem arca com os custos da vitória eleitoral?

Para o bem ou para o mal, a grande "festa" da democracia formal consumou-se na noite desse domingo, 05 de outrubro de 2008.

O questionamento que proponho é o que intitula esse post.


Incontáveis veículos nas ruas, quem arca com os custos do consumo de combustível? Quem arca com os índices de monóxidio de caborno e outros elementos pesados lançados à atmosfera?


Com os custos da agressão ao direito daqueles que não desejam compartilhar dos altos decibéis sonoros da buzinhas e dos sistemas de som automotivos que hoje parecem mais trio-elétricos particulares para coletivização compulsória?


Com os custos do desrrespeito aos direitos daqueles que necessitam, segundo recomendação médica, do salutar silêncio: pacientes em U.T.I.'s, recém-nascidos, doentes do sistema auditivo?


Com os custos do crescimento do índice de dejetos sólidos lançados às vias públicas, nas formas de planfetos e bandeiras de anônimos que, de uma hora para outra, tornaram-se familiares, contudo, igualmente desconhecidos?


O custo é da nação e ela somos nós, todos nós, vencedores, vencidos, não participantes. A sombra do Estado lança sua presença constante sobre todos nós e nos impõe o pagamento.


Amanhã estarei em casa, no conjunto residencial do qual falei no post anterior, lá encontrarei o jardineiro, sim, aquele do qual falei no poste mencinado. Aquele que de tanta dedicação pessoal e gratuíta com o jardim levou-me a acreditar em sua capacidade e prudência similar no trato da coisa pública, crença impedida de concretização já que não sou livre para escolher em quem votar, mas apenas em uma daqueles previamente postos como candidatos.


Eleitores de uma democracia formal são como jardineiros de ocasião: parecem saber cuidar de jardins, parecem preocupar-se com o jardim, diuturnamente, constantemente, intensamente, acompanhando o rítmo lento do trato que permite beleza e aromas. Infelizmente, apenas parecem.
Depois da festa da vitória eles se ocuparão com coisas diuturnas, constantes e intensas, coisas que dizem respeito aos mesmos de forma privada. E o jardim? A coisa pública? Esses ficarão nas mãos dos vitoriosos, afinal os jardineiros de ocasião têem mais o que fazer do que cuidar de jardins.


Moral da história: Tenho de ir tocar a vida, afinal, todos temos de arcar com os custos por longos anos, contados de quatro e quatro, intecalados por dois pleitos eleitorais a cada dois.




Nenhum comentário:

Postar um comentário