sábado, 4 de outubro de 2008

Somos livre para votar em quem acreditamos?

Vamos falar de eleições, contudo, começaremos falando de jogos de tabuleiro para visualizar alguns dilemas de nossa democracia formal.

Tais jogos funcionam da seguinte forma:



a) O tabuleiro funciona como a arena do jogo, o espaço onde os jogadores efetuam seus lances durante as partidas;




b) As peças são os elementos do jogo que permitem a materialização dos lances válidos de cada um dos jogadores;




c) Cada peça tem uma função e cada uma delas participa do jogo limitada por essas funções específicas;




d) Os jogadores articulam estratégias individualizadas para potencializar as funções padronizadas de cada uma das peças; seu objetivo visa um fim, a vitória sobre o adversário em cada uma das partidas.




Agora podemos voltar a falar de eleições. As mesmas funcionam como jogos de tabuleiros nos quais somos eleitores (jogadores), nossa participação é estratégica, visa potencializar cada um de nossos lances válidos (voto) durante cada uma das partidas jogadas (eleições).




O que essa analogia nos faz compreender?




Bem, como eleitores jogadores somos livres para criar estratégias particulares para potencializar as funções padronizadas que nos são impostas pelo jogo. Em outras palavras, podemos escolher livremente nosso voto em um ambiente (tabuleiro) previamente preparado e limitador de nossa liberdade de escolha.




Seguindo tal raciocínio, não posso votar naquele senhor prudente e educado que cuida do jardim do condomínio onde eu moro, pelo simples motivo de que ele não é uma peça válida no jogo eleitoral. Para que ele fosse uma peça válida em tal jogo deveria ocupar-se com os custos de um longo e obscuro processo de triagem que o afastaria daquele jardim, justamente do lugar onde eleb angariou meu respeito, pela educação e prudencia com as quais ele faz vicejar cores e aromas todas as manhãs.




Moral da história: naquele jardineiro eu sou livre para confiar, mas não sou livre para votar! Ah, ia esquecendo, e tal função imposta (votar) continua sendo obrigatória, mesmo que não confie em nenhuma das opções de voto que me são oferecidas. E viva a democracia!




2 comentários:

  1. É meuzamô ...

    Como sempre vc me faz raciocinar por outras óticas, as quais eram tão visíveis e nunca me apercebi.

    Isso acontece com o sistema político do qual somos jogadores de importante peso para a escolha de cada que vai para o poder cuidar de nossos interesses.

    bjos e mais uma vez obrigada por despertar em mim essas outras visões.

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  2. Valeu, luzinha.

    vc sempre dando fotrça para mim e para o blog.

    Amotelhetb

    Pablito

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