sexta-feira, 11 de julho de 2008

Por mais espaço para a retórica na pesquisa jurídica

A linguagem funciona como uma forma (signo) que transporta conteúdo (significado) de um orador para um auditório. Pensar nessa relação implica em se aperceber de que uma técnica (retórica) deve instrumentalizar tal processo visando um fim. Tal meta está para além da mera compresensão do auditório do conteúdo da mensagem do orador, busca conquistá-lo pela confiança (ethos), pela (emoção) ou pela razoabilidade (logos), na falta de verdades evidentes. Esse é o ambiente comum do confronte de opiniões, vencer nele depende da capacidade de apresentá-las, através de argumentos e ornatos, como se fossem mais do que realmente são.

Observar, estudar, compreender e praticar a retórica é atividade que se debruça na prática, sobre os discursos de um determinado ciclo oratório. Em se tratando de discursos judiciais, as decisões têm um valor inestimável enquanto fonte de pesquisa.


Desde 2007 vimos desenvolvendo uma série de exercícios retóricos objetivando uma desestruturação argumentativa que targa a luz à estratégia e sua influência sobre a prática discursiva dos advogados, promotores e juízes, em especial.


Convidamos vocês para que observem os mesmos, avaliem cada um criticamente e emitam sugestões.


FALCÃO, Pablo R. de L. Análise retórica I: da exposição de estratégias persuasivas em discursos jurídicos textuais. Revista dos Advogados. OAB/PE. (no prelo).

2 comentários:

  1. Pablo, essa foto parece que saiu do filme Matrix! Muito legal seu blog, parabéns. Sucesso e um grande abraço do seu primo.

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  2. Valeu, primo Humberto. Parece mesmo, embora tenha ocorrido sem planejamento.

    Abraços e até breve!

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