quarta-feira, 4 de junho de 2008

Pensando em voz alta 6

Somos alguém ou estamos sempre em trasnformação?
Como sedimentos que frutos de uma destruição constroem o solo?

Como dejetos mortos que na qualidade do nada viabilizam a vida?

Como interrogações que rejeitam pontos finais?

Como dúvidas que abundam na escassez das certezas?


Como me reconheço na mudança se não sou?

Tenho espelhos capazes de refletir minha transitória incapacidade em ser e minha constante capacidade em não ser?

Outros que partilham comigo tal angústia podem falar-me quando emudeço ou somos proprietários de signos que não podem ser signifcados e nada dizem?


Não me vejo, não me defino, sinto-me tão humano assim ...

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