quinta-feira, 24 de abril de 2008

Pensar antes de agir ou agir antes de pensar?

Sobre oásis e desertos


O que estará após o horizonte? Indaga-se o “viajante contemporâneo”, cambaleando sedento e trôpego no entrecruzar dos membros inferiores que, diante das circunstâncias, receberam patentes emergenciais, mas que não angariam nenhum centímetro do terreno árido a formar-lhe o terreno.

O descomunal disco solar aparenta tocar a “marcha niilista” de seu fatídico destino, enquanto uma “brisa cética”, mesmo aquecida, suspende momentaneamente seus pensamentos mais pessimistas, como um refrigério da escassez.

Sobre seus ombros, a leveza da comunhão das futilidades do “passado moderno” parece forçar-lhe agora ao inascapável genuflexo consciencial.

Cambaleando sedento e trôpego, o “viajante contemporâneo” continua inerte em seu questionamento sobre o horizonte. Mesmo querendo “um oásis de pontos finais”, tudo o que ele conquista em sua inação é “um deserto de interrogações”.

O horizonte continua lá, como uma miragem que envelhece na potência da paisagem.

O viajante também continuou lá, como um poço de incertezas que nunca chegou a secar.

O que aconteceu com ele? Você pode questionar e eu respondo.

Isso eu também gostaria de saber, mas não sei dizer, pois cruzei o horizonte, enquanto nosso viajante, esse ficou pra trás.