quarta-feira, 19 de março de 2008

Sloterdijk e o Humanismo


Qual a essencia do ser humano?


São os animais sapiens embrutecidos transformados por um processo de domesticação em homens sapiens polidos?


Ou são os segundos criados por um processo de modificação seletiva das características dos primeiros?


De onde emanam as regras administrativas dos parques humanos?


Há diferença de grau ou de espécie entre seres administradores e seres administrados?


Se o processo de criação/domesticação parece falir diante da proposta de criar seres polidos ou domesticar seres embrutecidos na atualidade, o que por em seu lugar?


Ainda há diálogo possível entre as individualidades contemporâneas, propisciadoras de uma pulverização ética, contrária a manutenção de um ambiente de parque?


A antropotécnica irá substituir a literatura humanista nesse papel seletivo? Quem serão os selecionados, quantos ficarão de fora?


Essas são algumas das indagações ácidas do filósofo alemão, professor de Estética e Filosofia na Escola Superior de Artes Aplicadas da cidade de Karlsruhe, formuladas em 1999, na Baviera, durante uma palestra sobre o diagnóstico heideggeriano da crise do humanismo.


Leitura obrigatória!

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