domingo, 4 de novembro de 2007

Pensando em voz alta 4



Observando o mundo, parece-nos que ele é inteiro mais potência do que ato. É como se o projeto fosse, em possibilidades, infinito, e, apenas algumas vezes, uma parca obra fosse materializada. Oh, bloco de mármore que demonstra não libertar de suas entranhas a bela "Venus de Milo" que toca nossos primitivos sentidos! Estaremos condenados à abstração de toda a beleza que ocultas? Teremos de sempre usar o escolpe e o martelo, verter suor e sangue, para que, só assim, possamos ter uma amostra mínima de tudo o que verdadeiramente tens? Eis nossa humana limitação: para poder ver o mínimo, esforçamo-nos ao máximo e frustamo-nos por concretizar apenas toscas cópias e nunca o supremo original!

Nenhum comentário:

Postar um comentário