segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Entre quantidade e qualidade: o que queremos?


Caruaru ao inaugurar seu novo fórum, inaugura também sua nova justiça? Observemos o teor de notícias veiculadas sobre alguns de seus aspectos quantitativos[1]:

a) orçamentais - a moderna sede de seu judiciário custou aproximadamente R$ 10,5 milhões;

b) espaciais – a área construída tem 14 mil metros quadrados e seu estacionamento tem capacidade para comportar 118 veículos;

c) ambientais – a construção foi agregada às regras de sustentabilidade, usando materiais que não agridem ao meio ambiente;

d) estruturais – o prédio comporta 16 varas judiciais e sua sala do júri tem capacidade para 277 presentes;

e) funcionais – a estrutura contém dois elevadores, sistemas de prevenção e combate a incêndio, gerador elétrico e sistema de segurança.

Segundo um dos membros do TJPE, “Caruaru é um pólo industrial rico e próspero, e já se fazia carente de um fórum à altura da sua grandeza”, esta cidade “cresce e a Justiça acompanha o município”[2].

Nenhum dos meios de comunicação veiculou nada sobre os aspectos qualitativos da construção. Terá sido por esquecimento, por tratar-se de tema secundário ou por inexistência mesmo destes? Só a temporalidade parece poder responder tal questionamento. Resta-nos dar tempo ao tempo para podermos saber se o novo fórum será ou não acompanhado de uma nova justiça, esta, sem dúvida, UMA QUESTÃO QUALITATIVA!

[1] Disponível em: . Acesso em: 12/11/2007.
[2] Disponível em: . Acesso em: 12/11/2007.

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