domingo, 20 de maio de 2007

Clarisse Lispector e a primazia do não-entender


Dica poética. Indicação do meu ex-aluno Danilo Mergulhão: "Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo." Reflita-mos!

2 comentários:

  1. Gabriely Oliveira20 de julho de 2007 05:41

    Oi Pablooo...
    Esse texto da Clarisse Lispector é lindo, ele tem haver com as suas reflexões, que por sinal são espetaculares!!! Ah... eu estou aguardado o próximo "Refletindo em voz alta", pois suas graciosas palavras respondem várias interrogações que existem no meu pensamento!!!
    Fica com Deus...
    Beijão
    Gaby

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  2. Que surpresa,
    ter uma indicação minha, em seu blog, grande professor e amigo.

    A clarice é simplesmente Fantástica.

    Incrível como ela, já naquele tempo, mesmo sem eu ter se que concebido, fazer uma leitura completa da minha alma.

    Sinto-me desnudo, quando a leio.

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